Primeiro casamento coletivo indígena é realizado no Pará
Promovido pela defensoria pública do Pará, o primeiro casamento comunitário indígena foi realizado em 22 de dezembro, na Aldeia do Mapuera, município de Oriximiná.
O projeto foi idealizado pelo defensor público Mário Pontes com o objetivo de unir cerca de 300 casais de dez etnias diferentes: a Wai Wai, Katwena, Xerwuiana, Hiskararyana, Mawaiana, Wadixana, Tunayana, Xowyana, Ckiyana e Caxuyana.
“Muitos índios, que não são casados oficialmente, acabam deixando viúvas sem nenhum benefício junto à Previdência Social e os filhos, por sua vez, também ficam desamparados”, contou o defensor público.
De acordo com Mário, o Pará tem hoje 42 etnias indígenas diferentes. A maioria vive em Oriximiná, razão pela qual o município foi escolhido para a realização do casamento.
“Para nós é uma grande satisfação promover este evento, não só pela Defensoria ser responsável por este marco na história indígena brasileira, mas também porque sabemos que estamos, de fato, proporcionando a verdadeira cidadania a estes povos, garantindo benefícios previdenciais e assegurando a melhoria de vida dessas comunidades”, completou.
O evento também contou com a colaboração da Prefeitura Municipal de Oriximiná, da Câmara Municipal, da Secretaria do Interior do Município e da Associação dos Povos Indígenas do Mapuera.
As informações são da Defensoria Pública do Pará.
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