Noiva ganha indenização por vestido apertado demais
Uma noiva do Rio de Janeiro ganhou uma ação judicial contra uma loja de vestidos e artigos de casamento após problemas ao alugar o traje, em abril de 2006. A empresa Maison More Lee foi condenada agora em outubro a pagar R$ 4 mil por danos morais e R$ 1.300 por danos materiais à advogada Gabriela de Souza Paterman, de 35 anos.
A causa do processo não foi somente o vestido no tamanho menor, mas também a atitude da costureira da loja, que teria dito que o problema não era na peça e sim no corpo da moça. “Eu não conseguia nem respirar. O vestido não era para mim”, diz Gabriela.
A advogada foi à loja dois meses antes da data do casamento e escolheu um vestido “tomara-que-caia”, que só existia no tamanho 38. Segundo ela, a atendente disse que poderia trazer o número 40 da loja de São Paulo – e então foi marcada uma nova prova. Na ocasião, Gabriela pagou R$ 1.800 pelo aluguel do vestido.
“Quando cheguei lá, o vestido era o mesmo, do mesmo tamanho do anterior. Insisti, insisti, e o vestido não queria entrar. Com muito custo, conseguiram fechá-lo. Mas, quando olhei pelo espelho, vi que tinha se formado um buraco nas minhas costas, de tão apertado que estava. Foi quando ela me disse que o problema era do meu corpo”, lembra.
Com a situação, a noiva resolveu rescindir o contrato e arcar com a multa de 30%. “Aceitei pagar e eles disseram que me devolveriam o restante do dinheiro em cinco dias, mas nunca mais me deram satisfação”, conta.
Gabriela entrou com a ação em 2008, no Juizado Especial Cível de Petrópolis, onde mora. Na época, a empresa alegou que não havia dano moral e que já teria devolvido o dinheiro. Por falta de provas, a loja acabou condenada a pagar R$ 2 mil por danos morais. Gabriela considerou o valor insuficiente e no dia 28 de outubro a 4ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Rio decidiu aumentar a indenização para R$ 4 mil e manteve os R$ 1.300 de danos materiais. “Ainda acho pouco, não compensa tudo o que passei”.
A dona da loja, Regina Almeida, se defende e afirma que sempre busca atender todas as clientes bem e que geralmente o dinheiro é devolvido na hora. Ela também não acredita que a costureira tenha tratado Gabriela mal.
“Ela deve ter entendido errado. Jamais a costureira iria falar mal do corpo de uma pessoa”, afirmou Regina, que ainda está analisando com seu advogado a possibilidade de entrar com recurso da decisão judicial. As informações são do site G1.
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