28, abril, 2011

Fotógrafo americano registra casamentos valorizando momentos espontâneos

Riccis ValladaresUma das partes mais difíceis de se definir durante o planejamento de um casamento é a fotografia. Por mais que os noivos sejam tradicionais ou modernos demais, sempre vão encontrar profissionais que conseguem inserir em cada clique seus toques especiais. E são justamente estes detalhes que tornam a escolha do álbum uma tarefa minuciosa.

Quem mostrou um trabalho bem diferenciado no segmento de casamento foi o americano Riccis Valladares. Durante o Wedding Brasil 2011, maior congresso especializado em fotografia de casamento da América Latina, o profissional mostrou o que ele batizou de “Fine Art”.

Com cliques para lá de diferenciados, Riccis capta as sutilezas do casamento. “Meu objetivo é contar uma história por meio de uma única foto. Por isso, registro o que é espontâneo, o que acontece em um microsegundo. São imagens que não voltam”, contou.

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Riccis fotografa desde os preparativos até a recepção. Tudo depende do desejo dos noivos. São fotos que trazem um detalhe do sapato, um sorriso emocionado da noiva, a troca de carinhos durante a dança dos noivos, uma mão pegando uma taça de champagne com os noivos se olhando ao fundo, a daminha e o pajem batendo papo enquanto atravessam o corredor da igreja. O que parece não ter importância para alguns profissionais, passa a ser o foco de Valladares. “Não há a frase ‘olhe para mim’ no meu trabalho. Há o momento que não pode ser repetido, a cena”, ressalta.

O americano usa um equipamento pequeno e caminha pelas pessoas de maneira descompromissada. Assim, ele deixa as pessoas à vontade e capta as imagens da maneira que mais gosta: espontânea. E garante que trabalha sozinho, pois diz que não pode ensinar alguém a ser ele mesmo. “Também sou adepto do filme. Por este motivo não faço uso de Photoshop ou de outro tipo de pós-produção. Por conta das fotos em DVD, estamos perdendo a magia do papel”, critica.

Das mais de 100 fotos tiradas, Riccis escolhe as 50 melhores e monta o álbum. Os noivos podem optar por dois tipos de trabalho: um que é impresso numa gráfica na Nova Zelândia, com duas fotos por página, e outro montado no quarto escuro, ou seja, da maneira antiga e que, para a felicidade de muitos, não deixa de existir. “Elas são impressas à mão. O trabalho final é bem mais caro, mas há casais que não abrem mão ter este tipo de fotografia em casa”.

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